Medida entrará em vigor em 2 de abril; segundo o magnata, a tarifa secundária será aplicada por diversas razões, sendo uma delas gangue Tren de Aragua, que designou como organização terrorista ao retornar à Casa Branca em 20 de janeiro
“Estamos em processo de devolvê-los”, acrescentou Trump, cujo governo desafiou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a repatriar cidadãos em situação irregular nos Estados Unidos se quiser evitar “sanções rígidas”, nas palavras do chefe da diplomacia, Marco Rubio. “Esse não é um tema de debate nem de negociação. Também não merece recompensa alguma”, avisou Rubio na semana passada. A Venezuela é o terceiro maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, atrás do Canadá e México, com 296.000 barris diários (bd) em dezembro de 2024, segundo a Administração de Informação Energética (EIA, em sua sigla em inglês). Segundo o Financial Times, “a Venezuela exportou 660.000 barris diários de petróleo para todo o mundo no ano passado, com China, Índia e Espanha entre os principais compradores”.
Há algumas semanas, descontente com o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, pelo ritmo de voos de repatriação de seus nacionais, o magnata republicano revogou a licença que permitia a petroleira Chevron a operar na Venezuela. Ele deu prazo até 3 de abril à petroleira americana Chevron para liquidar suas operações no país caribenho, que prevê suas consequências no mercado. Desta forma, Trump alonga a lista de tarifas aduaneiras previstas para essa data, sobretudo as chamadas tarifas “recíprocas”, que consistem igualar dólar a dólar as tarifas impostas aos bens americanos no exterior. Será o “Dia da Libertação” dos Estados Unidos, repete Trump diariamente.
A tensão entre Caracas e Washington aumentou há alguns dias, depois que os EUA invocaram uma lei de guerra de 1798 contra o Trem de Aragua e enviaram 238 venezuelanos para El Salvador para serem encarcerados em uma mega prisão. O governo venezuelano chama isso de sequestro. Maduro cortou relações diplomáticas com Washington em 2019, durante o primeiro mandato de Trump. Seu sucessor, o democrata Joe Biden, manteve contatos ocasionais para facilitar a realização de eleições presidenciais em julho de 2024, que acabaram afetadas por fraude, segundo Washington e muitos países. Trump, assim como Biden, apoia o líder da oposição venezuelana exilado Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições de julho e compareceu à sua posse em 20 de janeiro.