O papa Francisco pediu perdão pelos danos causados às crianças que sofreram abusos sexuais por pessoas ligadas à Igreja Católica. Em um pronunciamento veiculado nesta sexta-feira pela Rádio Vaticano, ele descreveu os abusos como um "dano moral realizado por homens da Igreja", e disse que "sanções" seriam impostas. O sumo pontífice, no entanto, não especificou quais seriam essas sanções.
Na imprensa especializada que cobre exclusivamente o Vaticano, a declaração do papa está sendo considerada como a mais enfática admissão de culpa da Igreja Católica pelos abusos até o momento. No mês passado, o papa Francisco defendeu a postura da Igreja sobre o combate ao abuso sexual por sacerdotes após duras críticas de um relatório das Nações Unidas (ONU).
O pontífice fez a declaração durante uma reunião com uma ONG católica que trabalha com crianças, informou a Rádio Vaticano – veículo oficial da Santa Sé. Segundo a rádio, o papa disse que se sentiu obrigado "a pedir pessoalmente perdão pelo dano que alguns sacerdotes causaram em crianças abusadas sexualmente".
"Nós não vamos dar um passo para trás em relação à forma como vamos lidar com este problema, e as sanções que devem ser impostas", disse Francisco. "Nós temos de ser ainda mais fortes", finalizou, sinalizando que o Vaticano deve mesmo levar adiante a imposição de sanções e até mesmo penas contra os abusadores.
Desde que as primeiras acusações de abuso sexual de crianças abalaram a Igreja Católica, ainda na década de 1990, o Vaticano sempre manteve uma postura muito criticada pela comunidade internacional – que o acusava de proteger os clérigos envolvidos nos casos em vez de denunciá-los para as Justiças de seus respectivos países.
Papa pede perdão por crianças abusadas por padres
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