Presidente Donald Trump disse não estar ciente dessa aparente falha de segurança: ‘Não sei de nada sobre isso’
Goldberg não deu detalhes sobre o plano, mas escreveu que Hegseth enviou ao grupo informações sobre os ataques, incluindo “alvos, armas que os Estados Unidos utilizariam e o seguimento do ataque”. “De acordo com o longo texto de Hegseth, as primeiras detonações no Iêmen seriam sentidas duas horas depois, às 13h45, horário do leste” dos Estados Unidos, detalhou Goldberg, um cronograma que foi posteriormente efetivado no terreno. Goldberg disse que foi adicionado ao grupo dois dias antes e que recebeu mensagens de outros funcionários do alto escalão do governo designando representantes que trabalhariam com o tema.
Em 14 de março, uma pessoa identificada como o vice-presidente JD Vance expressou dúvidas sobre realizar os ataques e disse que odiava “resgatar a Europa novamente”, já que os ataques huthis contra navios afetavam mais os países desse continente do que os Estados Unidos. Integrantes do grupo identificados como o conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz e Hegseth enviaram mensagens argumentando que apenas Washington tinha a capacidade de realizar a missão. E Hegseth mencionou que compartilhava com Vance a “aversão pelo aproveitamento europeu”.
E uma pessoa identificada como “S M”, provavelmente o assessor de Trump Stephen Miller, argumentou que “se os Estados Unidos restaurarem com sucesso a liberdade de navegação a um grande custo, precisa haver algum benefício econômico adicional em troca”. Os rebeldes huthis, que controlam grande parte do Iêmen há mais de uma década, fazem parte do “eixo de resistência” de grupos pró-iranianos, que se opõem a Israel e aos Estados Unidos. Eles têm lançado um grande número de ataques com drones e mísseis contra navios que passam pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Áden, alegando agir em solidariedade aos palestinos devido à guerra em Gaza.
*Com informações da AFP-JovemPan