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Brasil ainda tem papel diplomático importante no caso Irã, afirma Hillary

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou nesta quarta-feira (9) o papel diplomático do Brasil na questão nuclear iraniana, apesar de a posição brasileira ter sido derrotada com a aprovação de novas sanções a Teerã pelo Conselho de Segurança da ONU.

Hillary disse que o Brasil e a Turquia devem assumir papéis nas futuras negociações com o Irã, apesar de terem votado contra as sanções ao programa nuclear iraniano.

“No atual esforço diplomático com o Irã, acho que Turquia e Brasil vão continuar tendo um papel importante”, disse a diplomata durante visita a Bogotá, capital da Colômbia.

Turquia e Brasil votaram contra as sanções porque defendiam acordo fechado com Teerã no mês anterior, pelo qual o governo iraniano comprometia-se a enviar urânio para ser enriquecido fora do país.

As potências mundiais, lideradas pelos EUA, reagiram com ceticismo ao acordo, avaliando que se tratava apenas de uma estratégia de Teerã para “ganhar tempo”, e seguiram lutando pelas sanções, apesar da oposição de brasileiros e turcos.

09/06/2010 16h18 – Atualizado em 09/06/2010 18h48

Brasil ainda tem papel diplomático importante no caso Irã, afirma Hillary
Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções a programa nuclear.
Principal diplomata americana elogiou Turquia e Brasil, que votaram contra.
Do G1, com agências internacionais

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A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou nesta quarta-feira (9) o papel diplomático do Brasil na questão nuclear iraniana, apesar de a posição brasileira ter sido derrotada com a aprovação de novas sanções a Teerã pelo Conselho de Segurança da ONU.

Hillary disse que o Brasil e a Turquia devem assumir papéis nas futuras negociações com o Irã, apesar de terem votado contra as sanções ao programa nuclear iraniano.

Saiba mais sobre as sanções aprovadas nesta quarta.

“No atual esforço diplomático com o Irã, acho que Turquia e Brasil vão continuar tendo um papel importante”, disse a diplomata durante visita a Bogotá, capital da Colômbia.

saiba mais

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Veja a repercussão das novas sanções
Turquia e Brasil votaram contra as sanções porque defendiam acordo fechado com Teerã no mês anterior, pelo qual o governo iraniano comprometia-se a enviar urânio para ser enriquecido fora do país.

As potências mundiais, lideradas pelos EUA, reagiram com ceticismo ao acordo, avaliando que se tratava apenas de uma estratégia de Teerã para “ganhar tempo”, e seguiram lutando pelas sanções, apesar da oposição de brasileiros e turcos.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, acena para jornalistas nesta quarta-feira (9) em Bogotá, ao lado do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe. (Foto: Reuters)
“Satisfeita”
Hillary se disse satisfeita com a aprovação das novas sanções.

“Nossa meta não é sancionar o Irã. Nossa meta é acabar com quaisquer dúvidas e questões sobre o propósito do programa nuclear do Irã, e impedir o Irã de obter armas nucleares, e essa é uma meta amplamente abraçada na comunidade internacional”, disse ela.

A secretária disse que as sanções, com suas medidas contra bancos e empresas supostamente ligadas ao programa nuclear, serão efetivas e podem eventualmente trazer Teerã para negociações reais.

“Podemos, acreditamos, desacelerar e certamente interferir e tornar muito mais difícil para eles continuar o programa nuclear, por meio dessas sanções”, disse.

Logo antes da votação, Hillary conversou com o presidente do Líbano, Michel Suleiman.

O Líbano –único país árabe atualmente no Conselho– se absteve na votação, ao invés de votar “não,” conforme alguns previam. Ela disse ter enviado uma mensagem de solidariedade a Suleiman. O governo do Líbano tem participação do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.

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Parmenas Alt
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