Teodoro Lopes, o Dóia, atual diretor de Habilitação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), assume nesta segunda-feira, o cargo de presidente da autarquia. O novo presidente chega ao comando do órgão, depois de pouco mais de um ano dirigindo um dos setores mais complexos da instituição.
A indicação de Dóia tem o respaldo, além do próprio presidente, Moisés Sachetti, de mais 12 parlamentares, capitaneados pelo líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Mauro Savi (PR).
O novo presidente vai assumir um legado deixado por Moisés Sachetti que, em quatro anos a frente do Departamento, conseguiu transformar uma instituição deficitária e superavitária, que investe em educação para o trânsito e segurança pública. Sob o comando de Sachetti, o Detran comprou cerca de 700 viaturas para as polícias Civil e Militar e equipamentos para os policiais. A autarquia ainda colaborara na estruturação do Corpo de Bombeiros, através do Frebom.
Sachtetti também foi combatente ferrenho da corrupção, maior entrave para o bom funcionamento da autarquia, no inicio da gestão. “Os problemas não acabaram, mas conseguimos diminuir drasticamente as práticas ilícitas e punir os corruptos, através de uma corregedoria atuante e uma profícua parceria com a Delegacia Fazendária. O Dóia terá condições de realizar um bom trabalho, pois tem nosso apoio e confiança”, destaca.
Teodoro Lopes assume o Detran com o firme proprósito de investir em educação para o trânsito e em formas de coibir abusos de motoristas. “São quase 300 mortes por ano em Cuiabá. Isso se deve à falta de consciência de parte dos motoristas, motociclistas, e de pedestres também. Precisamos direcionar investimentos e esforços nesse sentido, para construirmos um trânsito mais humano e seguro para todos”, avalia.
Dóia defende ainda maior rigor na fiscalização e não descarta a volta dos radares como meio de coibir e punir motoristas infratores. Segundo estatísticas do Detran, um acidente de trânsito com vítima fatal causa um prejuízo material de cerca de R$100 mil ao Estado. Sem vítima o custo chega a R$30 mil. “Temos que usar todos os mecanismos disponíveis para disciplinar o trânsito e evitar mortes, os radares são um meio. Se tivermos que implanta-los novamente vamos trabalhar neste sentido”, avisa.
No Brasil, a situação do trânsito é considerada grave pela Organização Mundial de Saúde (OMS). São 30 mil mortes por ano e mais de R$ 20 bilhões em prejuízos para a Uniao. Em Mato grosso, os prejuízos causados por motoristas infratores passam dos R$ 100 milhões por ano. Os grandes vilões são imprudência, alta velocidade e a explosiva combinação álcool e volante.
OD/ASS