O deputado Osmar Terra classificou a exposição como ilegal, alegando que ela servia de fachada para o tráfico de drogas.
A Câmara dos Deputados foi palco nesta semana de uma série de eventos relacionados à cannabis, incluindo uma exposição e uma audiência pública, concentrando-se nos supostos “benefícios” e no avanço da indústria do cânhamo. Organizada pelo Instituto InformaCann e a Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis, entre outras entidades, a exposição visou impulsionar o debate sobre a liberalização da maconha no Brasil. Simultaneamente, uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa, com participantes pró-cultivo, enfatizou a necessidade de regulamentação para democratizar o acesso aos tratamentos à base de cannabis.
Em meio a essa movimentação, surgiram críticas por parte de membros da oposição. Parlamentares como o deputado Paulo Fernando da Costa e o senador Eduardo Girão expressaram preocupações sobre a influência do lobby pró-maconha e as implicações de uma possível liberalização. Eles argumentaram que a exposição, financiada com dinheiro público, poderia levar a um entendimento equivocado sobre os benefícios da maconha e potencialmente favorecer o uso recreativo. O deputado Osmar Terra classificou a exposição como ilegal, alegando que ela servia de fachada para o tráfico de drogas.
Enquanto isso, o PL 399/15, que permite o cultivo de maconha para fins medicinais e industriais, aguarda votação na Câmara.