Confronto decisivo na TV

O último debate eleitoral entre os candidatos à Presidência da República acontece hoje, na TV Globo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não confirmou presença. A agenda oficial do candidato à reeleição pelo PT tinha como único compromisso — até o fim da noite de ontem — um comício em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. Seus adversários divulgaram que manterão agendas particulares e reuniões com assessores nas horas que precederão ao debate. Todos condicionarão suas estratégias à presença de Lula. A chegada de Geraldo Alckmin (PSDB) no Rio está prevista para o meio-dia. O tucano segue para hotel na Barra da Tijuca, onde deve permanecer até as 20h, quando partirá para os estúdios da Rede Globo, em Jacarepaguá. Ontem, Alckmin fez caminhada em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Cristovam Buarque (PDT) chega às 11h30 e fica em Copacabana. Ele se reúne com representantes do partido para definir a melhor estratégia para o debate. Segundo o presidente nacional do PDT e candidato ao governo do Rio, Carlos Lupi, Cristovam vai centrar seus ataques em Lula. Se o presidente não comparecer, sua participação será focada no programa de governo. A senadora Heloísa Helena, candidata do PSOL, fez campanha ontem no Rio e hoje se reúne com assessores. “Estou preparada para o debate e espero que o presidente Lula compareça. Chega de bater boca pela imprensa e de ficar dizendo coisas inconseqüentes em cima do palanque”, disse. A candidata esteve no Complexo da Maré e percorreu, em carreata, a Zona Norte do Rio. Lula quer ir, mas enfrenta resistências O presidente Lula só decidirá hoje se vai ou não ao debate na Rede Globo. O petista acha que deve participar, mas ainda consulta pessoas com as quais tem conversado nos últimos dias para tomar uma decisão. O tema dominou a reunião de coordenação política do governo, no Palácio do Planalto, que contou com a presença de ministros, como Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Tarso Genro (Relações Institucionais). A tendência era de não participar, apesar da resistência do presidente. Lula sabe que será alvo de ataques e foi advertido de que as críticas poderão beirar a baixaria. A maior preocupação é com a agressividade de Heloísa Helena (PSOL). Há o temor de que qualquer deslize possa vir a comprometer a reeleição em primeiro turno. Hoje de manhã, Lula grava seu último programa eleitoral para a televisão. Perguntas a candidatos faltosos Caso o presidente Lula decida não participar do debate, seus adversários poderão dirigir perguntas à cadeira vazia, e pedir para que outro participante comente a questão que ficou sem resposta. Essa é uma das regras estipuladas pela TV Globo. A estrutura será similar à adotada nos debates entre os candidatos a governador. Serão cinco blocos. O primeiro e o terceiro terão temas específicos; o segundo e o quarto, serão livres; no quinto, os candidatos deverão fazer suas considerações finais. Cada participante poderá levar 10 assessores e 20 convidados. Os candidatos terão 30 segundos para perguntas, dois minutos para respostas, um minuto para réplica e um minuto para tréplica. Caso algum deles se sinta ofendido, poderá pedir direito de resposta, com duração de um minuto.

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